Ainda existe muito preconceito acerca dos procedimentos estéticos. Infelizmente, resultados desastrosos acabam ganhando muito mais repercussão que os resultados bem sucedidos e naturais (que são maioria!), e isso levou à fama negativa de alguns procedimentos, principalmente na cabeça das pessoas que desconhecem as possibilidades estéticas da atualidade.

SIM! Existem resultados estéticos esquisitos, desarmônicos, artificiais e absolutamente feios. Mas são a exceção. Não é essa a proposta das intervenções para rejuvenescimento e embelezamento. A verdade é que, quando nos deparamos com resultados desse tipo, devemos entender o que está por trás, para, antes de mais nada, não incorrermos no erro da generalização.

Que tal vir comigo neste episódio para discutirmos sobre os motivos que levam a resultados estéticos insatisfatórios?

Eu sou Samara Véras, a Diva da beleza do Dicas Curtas, e semanalmente trago aqui neste podcast informações relevantes sobre os elementos que compõem a atratividade humana e a ciência que há por trás dos procedimentos estéticos, interpretada com sensibilidade e clareza para que você, interessado no universo da beleza, entenda mais sobre as possibilidades que a medicina estética tem a oferecer.

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Vem comigo!

Sumário do conteúdo:

  • Tipos de resultados insatisfatórios
  • Ideias preconceituosas
  • Medos comuns
  • Determinantes de resultados feios
    • Indicação incorreta (senso estético pobre)
    • Técnica incorreta (conhecimento anatômico insuficiente)
    • Excesso de produto (inexperiência, pressa, ausência de posicionamento diante do desejo do pcte)
    • Reologia inadequada
    • Sequencia inadequada

Ouça agora este podcast!

Ouça “022 O que leva a resultados estéticos insatisfatórios?” no Spreaker.

Quem nunca se deparou com alguém de aparência bizarra, um aspecto tipicamente “retocado”, vítima de um procedimento mal sucedido? Pode ser um lábio excessivamente preenchido, ou uma ausência completa de expressividade facial… Outras vezes, aquele ar de bochechas superinfladas, sobrancelhas assustadoramente arqueadas, mandíbula exageradamente quadrada…

São muitas bizarrices vistas por aí… É fato que, à medida que as mídias sociais se tornaram facilitadoras da divulgação de tendências e informações, as pessoas passaram a consumir uma quantidade maior de procedimentos estéticos, e estão cada vez mais insaciáveis! Pacientes e profissionais podem estar perdendo facilmente a noção do belo, e se acostumando com o que é exagerado, tornando-se insensíveis aos artificialismos de hoje – de modo que passam a julgar normal (e até bonito) o que deveria ser inadmissível.

Esses resultados esquisitos contaminam o imaginário de quem deseja cuidar da aparência, mas que não conhece bem sobre as possibilidades estéticas em mãos responsáveis.

Medos comuns chegam ao meu consultório, expressados por ideias preconceituosas do tipo “Não quero fazer Botox, pois tenho receio de ficar sem expressão facial”. Ou ainda: “Deus me livre de preencher meus lábios e ficar com aspecto de bico de pato!”.

Será que isso pode mesmo acontecer com qualquer pessoa?!

Na verdade, tudo depende da análise realizada previamente ao procedimento. A diferença entre o sutil e o exagerado, entre o natural e o artificial pode ser uma quantidade pequena de preenchedor, injetada no local desnecessário, por falta de um julgamento correto do profissional.

Para se chegar à harmonia de uma face através dos procedimentos estéticos é preciso julgar corretamente as necessidades de cada um, entender o que cada face já tem de bonito e respeitar sua singularidade, ou seja: o profissional necessita de um senso estético aguçado. Mas, além disso, ele deve ter um conhecimento técnico profundo – eu chamaria de “intimidade” – com a anatomia, com os instrumentos que utiliza e com as propriedades dos produtos que injeta em seu paciente.

Então, podemos separar as causas dos resultados insatisfatórios baseando-nos em falhas nesses critérios. A primeira, e com certeza, a mais impactante, é a deficiência na sensibilidade estética do profissional. Aquele que não sabe julgar corretamente o que levará beleza ao seu paciente, aquele que não percebe suas reais necessidades, aquele que não valoriza o que a face a ser esculpida já traz de belo, ou aquele que se guia por padrões e deixa todo mundo igual… Então, falo isso chamando a atenção para a etapa mais fundamental do procedimento: a consulta clínica, que é a grande oportunidade de conversar com o paciente, fitar sua face, perceber a dinâmica de suas expressões, medir suas proporções, tocar e sentir as características de sua pele e interpretar a melhor estratégia de abordagem.

As outras falhas que levam a resultados insatisfatórios estão relacionadas a questões tangíveis, como por exemplo: a quantidade de produto injetada: na maioria dos casos desastrosos, essa quantidade está em excesso. Ou, o que deveria ser feito em etapas, é feito tudo de uma vez. Vou dar o exemplo: tal paciente necessita de 3 mL nos lábios. Mas os 3 mL injetados de uma vez não se integrarão corretamente à pele do lábio. A abordagem ideal seria fazer em etapas (1mL + 1mL + 1mL com semanas de intervalo). Se faz tudo de uma vez, pode ficar esquisito!

Outras vezes, pode até se tratar de uma quantidade adequada, porém, aplicada no plano incorreto. “Como assim, plano, Samara?”.

É que nossa pele tem camadas, e a depender da profundidade em que aplicamos o preenchedor, ou seja, a depender do plano de injeção, o efeito muda. Algumas indicações de tratamento requerem planos mais superficiais, outras, mais profundos. Nos lábios, isso é primordial para um resultado bonito e natural. Sabe o aspecto “bico de pato” de quem preencheu os lábios e chama a atenção de todo mundo? Pois é… pode se tratar apenas do plano de aplicação incorreto do ácido hialurônico!

Outros detalhes importantes são as características do produto utilizado. Atualmente, existe uma variedade enorme de produtos que simulam a consistência ideal de cada região da face e se integram perfeitamente à pele. Por exemplo, preencher olheiras requer um produto mais fluido e menos consistente do que um produto utilizado para projetar a mandíbula. Projetar a pontinha do nariz requer um produto mais firme do que o utilizado para volumizar os lábios… e assim por diante. Falhas na escolha do produto ideal levam a irregularidades visíveis no relevo ou pouca integração do produto à pele, notada principalmente durante a dinâmica das expressões faciais. Já viram alguém que sorri e parece que tem duas bolas na bochecha que não se adaptam aos movimentos do rosto? Preenchimento aplicado no plano incorreto!

Enfim… São muitos os fatores que conduzem ao resultado natural de um procedimento estético. Falei dos principais, mas existem muitas nuances que contribuem para um aspecto elegante. Agora você tem um pouco mais da ideia de responsabilidade na escolha do profissional antes de tomar a decisão de submeter-se a um procedimento! Optar por alguém que estuda e respeita todos esses fatores é crucial para a satisfação dos seus resultados!

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

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O link vai estar disponível na descrição do episódio!

Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do <Diva da beleza>!

Até a próxima semana.

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