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“141 Revisão da carteira de investimentos” .Quando estamos investindo é muito comum acharmos que a aplicação, seja de algum título bancário, seja de alguma ação ou de algum fundo de investimento (qualquer que seja), mantenha um desempenho sempre bom. Isso pode acontecer, mas nem sempre é verdade.

Por isso que é muito importante realizarmos uma revisão da nossa carteira de investimentos, como se fosse um check-up, para que tenhamos certeza de que a saúde de nossa carteira de investimentos continua boa, alinhada com aquilo que almejamos lá no início.

E no podcast de hoje vamos tratar sobre essa proposta: a revisão da carteira de investimentos.

Eu sou Phillip Souza, palestrante e consultor especialista em finanças pessoais e desenvolvimento humano, e todas as semanas apresento o Investidor Inteligente, que é o podcast sobre Finanças e Investimentos do Dicas Curtas que te traz informações diferenciadas, orientações e estratégias valiosas que podem te auxiliar e dar o clique necessário para você usar bem o seu dinheiro, seja para resolver algum problema financeiro ou mesmo potencializar sua vida financeira, sempre buscando um bom balanço entre o presente e o futuro, de modo que você possa construir seus resultados e ter mais qualidade de vida e aos poucos amadurecendo nas finanças, se tornando um investidor ainda mais inteligente.

 

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Talvez você já tenha se deparado com uma situação assim ou já ouviu de outras pessoas: “eu invisto há tantos anos em previdência privada, em um VGBL ou PGBL

Quando escutamos algo assim ou somos nós que falamos, ao menos temos certeza de um ponto importante: aprendemos, de uma forma ou de outra, a investir, a separar parte daquilo que recebemos e direcionar para investimentos, para recursos que serão usados no futuro.

Isso é muito bom, mas como você já deve imaginar não é suficiente. Mas como assim? Investir em uma aplicação, em uma ação, em algum fundo, quaisquer que sejam eles, pede do investidor um monitoramento regular, no mínimo um check-up anual para avaliar como tem sido o histórico de desempenho das aplicações e, em alguns casos, a perspectiva de evolução dos recursos já aplicados para, pelo menos, o próximo ano.

É necessário realizarmos uma revisão da nossa carteira de investimentos.

Isso vale para todo tipo de aplicação, seja de renda fixa ou de renda variável: pelo menos uma vez por ano temos que rever cada um dos ativos para avaliar se a qualidade deles se mantém, se a rentabilidade está alinhada com o que foi previsto, se o risco (por qualquer motivo que seja) não aumentou ou diminuiu e se tem algum outro ativo de melhor qualidade que pode ter um desempenho superior àqueles que já possuímos em carteira.

Vou ilustrar com previdência privada porque é mais fácil de entender: tem muita gente que começa a aplicar os recursos em um plano de previdência, entende aquilo como uma conta como qualquer outra (mais um boleto para pagar) e esquece que se trata de investimento e que pode (e muitas vezes deve) ser mudado através de portabilidade, para planos que são muito melhores em termo de risco, retorno, flexibilidade e qualidade – e a mudança, a portabilidade, é sem custo!

Não é raro eu receber contato de pessoas e realizar trabalhos para clientes que têm um plano de previdência no banco que é muito ruim, desalinhado com seu momento de vida, com rentabilidade abaixo do CDI, e isso sendo experimentado há anos! E tudo por quê? Porque não se fez uma revisão da carteira de investimentos ou do produto financeiro. Não é raro encontrar pessoas (muitos se tornam clientes) com aplicações em fundos de renda fixa ultraconservadores que rendem bem abaixo do CDI em que o recurso poderia estar melhor aplicado em um CDB com liquidez diária com 100% do CDI.

E o que esse descuido se traduz? Em deixar de ganhar tanto dinheiro quanto poderiam. É, é isso mesmo: você pode estar deixando de ganhar tanto dinheiro quanto poderia em seus investimentos por conta de desleixo, descuido com sua carteira de investimentos.

De forma análoga, por mais que você se sinta desconfortável ou que não goste de agulhas e sangue, sabemos que, pelo menos uma vez por ano é extremamente necessário realizarmos um check-up em nosso corpo, em nossa saúde, ver se teve alguma alteração em exames de sangue, se está fluindo tudo bem. E se tiver, ao menos terá a oportunidade de ajustar o rumo e corrigir precocemente aquilo que pode gerar um problema maior.

Nos investimentos também é assim: se nós não damos uma olhada mais cuidadosa sobre como nossos investimentos estão indo, o impacto pode ser significativo.

Vou te dar um exemplo numérico para ilustrar. Imagine que dois amigos, João Marcos e Cristian Rocha começam a investir e os dois fazem o mesmo aporte de R$10 mil na mesma aplicação: um fundo que tem o histórico de retorno de 0,50% a.m. Para simplificar as contas, digamos que os dois nunca mais realizem mais nenhum aporte, somente os R$10 mil iniciais.

Depois de um ano, esse fundo performou em linha com o que tinham avaliado, 0,50% a.m. e ao final desses primeiros 12 meses o resultado era de pouco mais de R$10.600. Contudo, Cristian Rocha, mais cuidadoso com seus investimentos do que João Marcos, avaliou o desempenho dos seus investimentos e depois daquele primeiro ano decidiu migrar seus recursos para outra aplicação, que tinha histórico de 0,75% a.m.

E, mais uma vez, para simplificar, vamos dizer que a rentabilidade das duas aplicações não mais se alteraram ao longo de 30 anos: João Marcos aplicou e deixou seus R$10 mil em um ativo que rendia em média 0,50% a.m. e Cristian Rocha aplicou inicialmente seus R$10 mil em um ativo que gerou 0,50% a.m., mas depois de 12 meses alterou seus investimentos para outro ativo (ou ativos, ao longo desses anos) com uma média de retorno de 0,75% a.m.

Qual o resultado após esse tempo todo? Sem considerarmos custos e impostos, João Marcos teria acumulado pouco mais de R$60 mil enquanto Cristian Rocha mais de R$147 mil. Uma sutil diferença de 0,25% na rentabilidade junto com um longuíssimo prazo tem o poder de mudar completamente a realidade de apenas uma aplicação. Imagina o poder disso tudo junto com aportes regulares (de preferência mensais ou anuais)?

É um preço muito alto para se pagar por um simples descuido, concorda?

Muitas pessoas que estão começando a investir e que são jovens adultos ou adultos não têm uma noção muito clara do impacto do longo prazo e da Lei do Acúmulo em suas vidas: justamente por não terem tido a experiência pessoal. Só que podemos e devemos aprender com quem já trilhou o caminho que estamos trilhando, seja com sucesso, seja com fracasso, seja investindo (mesmo que pouco) ou não investindo ao longo de décadas.

Cuidar do seu dinheiro, cuidar da sua carteira de investimentos e da saúde dela é cuidar do seu presente e do seu futuro.

Mas, de forma prática, o que devemos fazer? Temos de avaliar pelo menos 4 coisas: 1) qual o nosso momento de vida e objetivos; 2) qual o montante que temos disponível; 3) quais são os tipos de ativos em nossa carteira; e 4) qual a frequência de verificação e revisão da nossa carteira de ativos.

 

Momento de vida e objetivos

A primeira coisa que temos de ter em mente é nosso atual momento de vida e objetivos. Uma pessoa mais jovem geralmente tem o desejo de comprar coisas, desejo de satisfação imediata. Isso não impede de pensar e agir em direção à construção do seu patrimônio para usufruto futuro. Mas com certeza é diferente de uma pessoa que tem um pouco mais de idade e que já possui responsabilidades maiores como casa e família. Tem pessoas que estão formando sua reserva de emergência; outras já estão caminhando em direção ao acúmulo de capitais maiores. Então, é importante avaliar qual é o seu momento de vida e quais são os seus objetivos, incluindo seus prazos estimados para realização.

 

Montante disponível

Um segundo ponto de avaliação é em relação ao montante disponível. Dependendo do tanto de recurso que você já tem aplicado é possível acessar alguns produtos melhores (e potencialmente mais rentáveis) que pessoas com volumes inferiores não têm acesso. Além disso, uma maior quantidade de recursos pode significar realizar mais objetivos, dependendo do seu padrão de vida e do que está querendo comprar ou realizar.

Por exemplo: tem fundos de ações que o investidor precisa de R$5 mil para ter acesso; outros exigem um capital mínimo inicial bem maior, na casa de R$25 mil. Por outro lado, tem fundos de renda fixa que, a partir de R$0,01 consegue-se investir, como tem outros na mesma classe que é necessário ter R$3 mil, talvez R$5 mil para poder acessar a aplicação.

O próprio Tesouro Selic, por exemplo, é necessário ter pouco mais de R$100 para comprar a sua fração mínima, apesar que existem os outros títulos (como o Tesouro IPCA) que, por volta de R$40 você também compra uma fração: mas são títulos com características diferentes.

No mercado de ações, existem ações com valores bem baixinhos, com menos de R$10 a ação (e até menos de R$1); assim como existem ações com valor de face (o valor que pagamos por ela) bem maior, próximo de R$100 a unidade.

Nos fundos imobiliários existem ativos que tem cotas que custam alguns reais, enquanto outros que cada unidade custa centenas e até milhares de reais. Nesse ponto quero destacar uma coisa novamente: apesar das ações e das cotas de fundos imobiliários terem valores de face mais baixos ou mais altos isso NÃO SIGNIFICA que eles estejam caros ou baratos. Essa avaliação de preço intrínseco se dá pela análise dos fundamentos, tendo o preço como componente para estabelecer algumas referências, ok?!

Em suma: depende do que, nesse momento, você tem e você pode.

 

Tipos de ativos

Um terceiro ponto de avaliação são os tipos de ativos que compõem a nossa carteira. Ativos de renda fixa são menos voláteis e, portanto, mais improváveis de se ter uma mudança muito brusca em relação ao seu desempenho comparado a ativos de renda variável. Portanto, os ativos de renda fixa podem receber menos atenção em termos de acompanhamento enquanto os ativos de renda variável nos demandam mais cuidado.

De forma resumida:

  • O que podemos definir como renda fixa? Tesouro Direto, CDBs, LCI e LCAs, CRIs e CRAs, fundos de renda fixa, fundos de inflação, fundos DI, por exemplo
  • O que podemos definir como renda variável? Ações, fundos imobiliários, fundos de índice (os ETFs), e todo tipo de derivativos (que não vamos entrar em detalhes aqui)

 

E o que isso implica? Implica no próximo tópico.

 

Frequência de verificação e revisão

Por último, temos de avaliar a frequência de verificação e revisão da nossa carteira.

Para ativos de renda fixa, um acompanhamento e revisão anual bastam. É necessário dar um tempo para os ativos amadurecerem. Dependendo do ativo, até mais tempo do que um ano (como aplicações sem liquidez). Contudo, pelo menos uma vez por ano temos que dar uma olhada: em fundos de renda fixa, fundos de inflação, e entra aqui também os planos e previdência ou outros ativos que estejam ou possam ficar líquidos mais rapidamente.

Para os ativos de renda variável, o acompanhamento pode ser a cada 3 meses (como no caso das empresas da bolsa com a divulgação de seus relatórios trimestrais e anual), a cada 6 meses (ações e fundos imobiliários) e, pelo menos uma vez por ano, com revisão mais detalhada para, se for o caso, mudar a direção da sua carteira de renda variável.

A menos que você tenha a estratégia de realizar trades de curto prazo ou que aconteça algo catastrófico em relação àquele ativo em específico, não é interessante realizar vendas de ativos que estão destinados ao longo prazo, afinal, você realizou um estudo, avaliou a qualidade, entendeu que o ativo atende ao que precisa como investidor e decidiu manter um relacionamento de longo prazo com aquela aplicação. Fora isso, o ideal é manter ou, no momento da reavaliação, identificar o que tem de melhor e mudar. Quanto menos operações de venda realizarmos melhor, exceto se ela tiver um propósito muito específico, para evitarmos custo com corretagem, taxas e impostos: para isso, para realizar essas mudanças, temos que avaliar um potencial custo de oportunidade, verificando se vale realmente a pena tal mudança.

Por fim, se você precisa rever sua carteira de investimentos, mudar o rumo da sua previdência privada ou melhorar a qualidade do retorno e dos ativos que compõem sua carteira de investimentos, entre em contato comigo para combinarmos um trabalho personalizado e específico para seu caso. Fique à vontade para acessar o link do meu site e do meu WhatsApp através da transcrição desse podcast ou, se preferir, acesse meu site e entre em contato direto comigo: www.PhillipSouza.com.br

 

Uma coisa muito importante que não percebemos é a seguinte: manter ou melhorar a qualidade dos ativos e do retorno de nossa carteira, sem necessariamente aumentar o risco, pode fazer com que nossos objetivos se cumpram até o prazo esperado ou, dependendo do que acontecer de positivo, até antes do que estimamos. Mas isso só é possível se fizermos essa revisão, essa avaliação periódica. Tudo que deixamos ao espontâneo tende a piorar: isso vale para a vida, nossa saúde e nossas finanças. Fique atento!

 

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica para a sua vida financeira!

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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