Ouça agora este podcast!“051 Conheça os Tipos de Riscos nos Investimentos”

Alguma vez já bateu aquela insegurança quando você foi investir seu dinheiro em algum produto financeiro? Todo investidor é exposto à algum tipo de risco e incerteza nos investimentos quando vai colocar seu rico dinheirinho para trabalhar para ele. Neste episódio eu vou detalhar os três principais tipos de riscos que existem e que você deve considerar para poder investir de forma mais consciente e ficar tranquilo com a estratégia que adotou. Vamos falar sobre risco de mercado, risco de liquidez, risco crédito.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas e informações para ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para alcançar seus objetivos de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida transformando-se em um investidor inteligente.

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Então vamos falar de risco!

O que é risco em investimentos financeiros?

Primeira coisa que nós temos que entender e definir é: o que é risco?

Risco pode ser definido como a probabilidade de o retorno real ser menor que o retorno esperado. Ou seja: aquilo que você está esperando de resultado positivo no seu investimento não acontece.

O risco em investimento financeiro está associado à volatilidade, à variabilidade do retorno. Traduzindo: perceba nesse momento o seu batimento cardíaco. Se você estiver calmo, tranquilo, respirando profundo é bem provável que seu batimento cardíaco esteja normal; agora se você correr, se você ficar estressado, ansioso, o seu batimento vai disparar, o coração vai quase sair pela boca, correndo talvez risco de ter um problema cardíaco – ou seja: quanto maior a variação, a “agitação” nos preços de determinado produto financeiro, maior a volatilidade e maior o risco.

É muito comum comparamos os produtos de renda fixa com os produtos de renda variável para ilustrar esse conceito. Então, por exemplo: se eu invisto R$ 980,00 em algum produto do Tesouro Direto e no vencimento daqui 30 dias eu resgato R$ 1.000,00 eu tenho um ganho certo de R$ 20,00; por outro lado, se eu invisto os mesmos R$ 980,00 adquirindo uma ação qualquer, daqui 30 dias esse investimento PODE gerar o retorno de zero a R$ 40,00 – ou mesmo gerar retorno negativo, prejuízo. Portanto: quanto mais certo o retorno de um investimento, menor sua variabilidade e menor seu risco.

Aversão ao risco

Digamos que é apresentado a você duas propostas de investimento em ação: a ação A tem o retorno positivo esperado de 5%, um retorno mínimo esperado de 3% e um retorno máximo de 7%; a ação B tem o mesmo retorno positivo esperado de 5%, um retorno mínimo esperado de 1% e um retorno máximo de 9%.

Qual opção você escolheria?

A maioria dos investidores são avessos ao risco, têm repulsa ao risco e à incerteza nos investimentos. Mas aversão ao risco significa correr riscos baixos? Não necessariamente. No mercado de capitais nós temos diversos tipos de produtos diferentes: ações, fundos de índice, futuros, investimento em moedas, letras de crédito, CDB, Tesouro… o que o investidor vai procurar escolher são os ativos que tenham o maior retorno e o menor risco possível.

Diante disso, ficamos com aquela máxima que você já deve ter escutado: “quanto maior o risco, maior a possibilidade de retorno”. E eu quero chamar a atenção para uma coisa: a possibilidade de retorno pode se tanto positiva quanto negativa: você pode lucrar quanto ter prejuízo dependendo do produto de investimento escolhido.

Os investidores, então, têm níveis de tolerância diferentes: alguns têm maior tolerância, aceitando maior risco se o retorno esperado for maior; enquanto outros têm maior aversão (ou menor tolerância), aceitando menor risco, mesmo sabendo da baixa rentabilidade.

Conforme eu disse antes, o risco se manifesta quando o retorno obtido fica abaixo do retorno esperado: aquilo que você está esperando de resultado positivo no seu investimento não ocorre.

Mas quais são as razões para isso acontecer? 

Isso acontece principalmente através dos três principais tipos de risco que são:

  • O risco de mercado: o risco de oscilações dos preços ou taxas dos ativos;
  • O risco de crédito: o risco de calote das empresas, instituições ou governos;
  • O risco de liquidez: falta de caixa necessário para o cumprimento das obrigações e também a falta de players interessados em negociar o ativo no preço pedido.

Vamos tratar de cada um deles individualmente.

 

Risco de Mercado

O Risco de Mercado está associado às oscilações nos preços de mercado dos ativos financeiros. Ele pode se manifestar principalmente de duas formas:

  • O retorno esperado não ser obtido: ou seja, o ativo não se desempenhar tão bem quanto esperado
  • Ocorrer perda: quanto maior a volatilidade, maior o risco de prejuízo

 

Nesse sentido, o risco de mercado total se compõe de outros dois tipos de risco, associados ao mundo das finanças e dos investimentos: o risco sistemático e o risco não-sistemático. O risco sistemático tem a ver com o sistema, com todo mundo que lida com dinheiro: eu, você, as empresas, o governo. Só de participar do mercado financeiro, sendo ou não investidor, esse risco já existe. É um tipo de risco que não pode ser completamente diversificado. Por outro lado, o risco não-sistemático está atrelado aos produtos financeiros de forma individual, podendo ser diminuído e, em alguns casos até eliminado, através da diversificação de portfólios, da diversificação de investimentos. O risco não-sistemático pode ser praticamente anulado a partir da diversificação de 15 a 20 ativos diferentes.

Mas o que afeta o Risco de Mercado?

Não vou me aprofundar, mas basicamente são 5 itens:

  • a taxa de juros (especialmente a taxa de juros básica de nossa economia, a Taxa Selic);
  • o preço das ações;
  • a taxa de câmbio;
  • a inflação;
  • e o preço das commodities.

 

Risco de Crédito

O Risco de Crédito está associado a possíveis perdas que o credor possa vir a ter pelo não cumprimento das obrigações de pagamento assumidas pelo devedor.

Digamos que você, Investidor Inteligente, é um credor que tenha a chance de emprestar seu dinheiro para dois tomadores diferentes em troca de uma taxa de juros. O primeiro tomador de empréstimo é o “Seu” Madruga que precisa de R$ 500,00 e combinou de pagar a você 3% ao mês; o outro tomador é o Governo brasileiro que, através do Tesouro Direto, oferece a oportunidade de você emprestar para ele R$ 5.000,00 à taxa de 0,7% ao mês.

Quem provavelmente pode te dar um calote? Provavelmente o “Seu” Madruga.

O não-cumprimento de uma obrigação contratual dá-se o nome de inadimplência; a incapacidade financeira de honrar um pagamento é um problema de falta de solvência do devedor. A possibilidade de o devedor não pagar uma obrigação financeira, causando perda ao credor é um risco de crédito.

Nesse exemplo, se o “Seu” Madruga atrasar o pagamento, enquanto ele não tiver pago, ele estará inadimplente; se ele não tiver como pagar o que foi emprestado, ele estará insolvente e para você, como credor, isso configura um risco de crédito: a possibilidade de ter um calote no recurso que você emprestou.

Mas como se mede o risco de crédito?

No mundo temos três grandes agências de rating de crédito, que dão notas para governos, empresas, produtos financeiros, estudando, avaliando e determinando uma nota de acordo com a qualidade do produto financeiro ou devedor avaliado. A partir dessas informações, podemos verificar o risco de crédito daquilo que estamos pensando em investir.

Risco de Liquidez

Por fim, chegamos ao último tipo de risco: o Risco de Liquidez. Esse risco está associado à negociabilidade de um título no mercado.

Sobre negociabilidade, vamos pensar na seguinte proposta de investimento: você pode investir em um título público do Tesouro Direto ou em uma debênture da Petrobras: ambos têm o mesmo risco de mercado, mesmo prazo de vencimento e o mesmo rendimento combinado. Qual seria a opção menos arriscada para se investir? Com certeza o título público, pois o Governo garante liquidez aos investidores a qualquer momento, sem limite de volume financeiro; enquanto uma debênture pode acontecer de não ser tão simples se desfazer do investimento – pode demorar mais ou às vezes nem acontecer.

O outro ponto é o mercado em que se está negociando. Se eu, investidor, tenho 1.000.000 de ações de determinada empresa e resolvo vender tudo de uma vez só na bolsa, isso provocará uma queda brusca, mesmo que momentânea, devido ao excesso de oferta. Porém, se eu vender uma pequena posição (10.000 ações) de uma só vez na bolsa, praticamente o preço não vai se alterar. Esse mesmo raciocínio se aplica à compra de ativos.

Como que eu controlo esse risco? Eu limito o tamanho da minha posição, do montante que estou negociando por vez.

Esses são os três principais riscos que você, como investidor, encontra ao lidar com qualquer tipo de investimento ou produto financeiro. É muito importante ter essas noções em mente e avaliar se compensa ou não colocar seu dinheiro naquilo que estão te oferecendo de acordo com os seus objetivos, perfil de investimento, conhecimento e tolerância ao risco.

 

Espero que tenha gostado do episódio de hoje!

 

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Até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

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