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“053 Terapia neuro focal – desbloqueando o cérebro para identificar o problema e encontrar a solução!”

Você já imaginou se tivesse uma maneira de resetar o corpo e colocar ele para religar, voltando a funcionar, voltando simplesmente a ”descansar”? Você sabia que o seu corpo tem corrente elétrica que é medida em milivolt? Você sabia que essa corrente elétrica que mantêm o seu corpo em perfeito estado de saúde e que existe vários fatores externos e internos que podem alterar essa corrente elétrica, provocando diversas doenças e sintomas?

Olá, aqui é Abílio Seronni, seu Doutor Saúde, do dicas curtas e se você quer saber mais, fique comigo para aprender sobre a terapia que regula essa corrente elétrica e conhecer as 5 principais doenças ou sintomas tratadas por essa maravilha.

Então vamos lá!

No episódio anterior falamos da quebra do paradigma no tratamento médico. Agora, vamos falar de mais uma  terapia considerada oficiosa, ou seja, que ainda não se tornou oficial, regulamentada pelos conselhos. Segundo o Dr. Ernest Adler, o precursor da Terapia Neurofocal na odontologia, as doenças gerais são causadas por campos de interferência ou de irritação do sistema neurovegetativo produzindo em média, segundo Fischer em 2006, 70%  dos problemas no corpo tem origem na boca, principalmente amigdalas e dentes que estão no meio do caminho, no centro dos pontos energéticos da acupuntura, que tem a mesma origem embrionária, que estão interligados com todo o corpo através da matriz extracelular, bloqueando o fluxo energético dos órgãos, músculos, ossos, glândulas e nervos.  Segundo Adler, nossas células apresentam uma voltagem de equilíbrio entre -70 a -90 mV. Quando os campos de interferência alteram essa voltagem celular, ocorre uma ”desadaptação” celular, e o corpo tende a se auto regular, voltado a se readaptar, quando isso não ocorre, instala as doenças e sintomas.

O sistema neurovegetativo autônomo refere-se à parte do sistema nervoso responsável pelo controle das principais funções da vida vegetativa, involuntárias, como a circulação do sangue, a respiração, a digestão e a temperatura do corpo, ou seja, ela é responsável pela nossa sobrevivência. É graças a ela que o nosso corpo mantêm se em homeostasia, em equilíbrio, caso contrário, o corpo adoece.

Por muito tempo seguimos acreditando na Teoria Celular de Virchow (1821 – 1902), considerado o pai da medicina moderna, acreditava se que a célula era a determinante das doenças. Bastava fazer uma biópsia para fazer o diagnóstico se havia inflamação, infecção ou tumor. Agora essa teoria já caiu por terra, hoje, a Teoria mais aceita é da Matriz Extracelular de Pischinguer (1889 – 1982) onde a ligação entre os vasos sanguíneos e linfáticos com as células se dá pela matriz extracelular ou intersticial. Além da função da sustentação, a matriz é responsável por nutrir as células com água, oxigênio e eletrólitos, regulação ácido-basico e pela imunidade das células. Quando a matriz fica desnutrida, ácida e com muita toxina, cria se uma desadaptação do meio, alteração do terreno biológico, a célula passa para o estado de sobrevivência, buscando voltar a se readaptar através dos mecanismos de auto regulação como: diluição da toxina através do edema, tamponamento da acidose com cálcio, sódio e potássio, excreção das toxinas pela mucosa e pele e quando tudo isso não é possível ou é insuficiente, quando ela perde a chance de readaptação, como forma de sobreviver, ela faz mutação celular, formando o câncer.

E onde entra a terapia neural? A princípio  essa terapia é uma prática bem antiga, começou no início do século XX, entre 1900-1940, diversos médicos pesquisadores como Pavlov, Vishnevski, Leriche e os irmão alemães Huneke descobriram que os anestésicos quando aplicados em pontos específicos eram capazes de bloquear os sintomas em outra parte do corpo em questão de segundos e perdurar a ausência destes sintomas por 8hs. Mas foi só em 1940 que os irmãos Huneke, considerados o pai da terapia neural por fazer uma extensa revisão, um estudo mais abrangente da terapia e difundi lá no campo médico.

Imagina que o nosso corpo é como uma televisão que emite imagem e som através de ondas eletromagnéticas. Tudo na natureza tem dois polos, o negativo e o positivo, e nosso corpo não é diferente. Para a célula funcionar é preciso que haja uma polarização através de uma descarga elétrica produzida pelo corpo, e logo em seguida a célula é despolarizada, retornando o seu estado de repouso. Quando a célula não se despolariza, ela adoece. Quando se aplica o anestésico, em especial, a procaína, ela é capaz de repolarizar e estabilizar o potencial de membrana nas células afetadas através da sua ação simpaticolítica que gera uma corrente elétrica em torno de 240 mV, em outras palavras, devolve a função celular como se fosse um ”choque” ou um ”despertar”. Essa é a grande diferença entre usar um antibiótico que mata o agente agressor, mas não devolve a função celular perdida, já quando a terapia neurofocal  é usada, há o restabelecimento da função celular para quando o agente agressor voltar ela estará preparada para o ataque.

Existem inúmeros campos de interferência capazes de irritar a rede nervosa, além dos dentes já citados (através da cárie, tratamento de canal, dentes impactados gerando pressão ou com bolsas periodontais) temos as gengivites, periodontites, amigdalas, cistos, também temos as cicatrizes, infecções, intervenções cirúrgicas, estresse emocional, poluição eletromagnética, parasitas, metais pesados encontrados nas restaurações de amálgamas, blocos dentários de ouro…) tudo isso pode alterar o sistema neurovegetativo e assim aparecer diversos sintomas em qualquer área do corpo.

Você que é dentista, preste bastante atenção nas radiografias panorâmicas a partir de agora, pois, é uma ferramenta poderosíssima para auxiliar em diagnósticos de doenças e dores no corpo sem qualquer correlação com órgãos próximos. Existe o princípio da ”tensegridade” onde toda estrutura viva deve haver a integridade tensional, a partir do momento que ela não é respeitada, por exemplo, um siso incluso impactado pode gerar uma tensão para nascer, irromper e quando não consegue irromper mas a tensão continua ali existindo, isso provoca o que chamamos de ”mecanotransdução”, ou seja, o estímulo mecânico provocado pela tensão gera um sinal bioquímico que por sua vez gera mudança genética que cria uma desadaptação celular ao entorno, podendo gerar sintomas de dor em qualquer parte do corpo desde enxaquecas, lombalgias até bursites e dores reumáticas, é o que descreve no livro ”Enfermidades gerais por campos de irritação do sistema neurovegetativo produzidas por problemas dentários do Dr. Ernest Adler de 1983 e que a pessoa pode passar uma vida toda com o problema sem conseguir tratar a verdadeira causa, se entupindo de remédios que muitas vezes levando a desenvolver outras enfermidades pela intoxicação dos fármacos. Portanto, procure sempre fazer uma revisão mais criteriosa nas radiografias panorâmicas, porque ali pode estar o mapa para encontrar a esperança na sua qualidade de vida.

A terapia neural ou neuro focal destina-se a neutralizar estas irritações por injeções em pontos específicos de acordo com a história de vida de cada indivíduo e o sistema nervoso irá procurar por uma nova ordem de maior equilíbrio, em que a dor, infecção, alergia ou até mesmo distúrbio hormonais possam existir, por isso o tratamento é singular a cada paciente. Uma vez encontrado alguma suspeita radiográfica ou clínica, aplica se a procaína no local para inibir o sintoma, a dor, a inflamação, isso é chamado de teste de Huneke. Se ela desaparecer por 8h, confirma se a suspeita e trata se a causa, caso contrário, continua se a buscar a verdadeira causa do sintoma.

Agora que você aprendeu o que é terapia neural e o como ela funciona, agora vamos conhecer 5 doenças que podemos tratadas.

Antes de falar das dicas, eu te pergunto: você sabia que já existe a terapia neural sem injeção? A tecnologia permitiu a uma dupla de médicos pesquisadores italianos, de Florença, a desenvolverem um aparelho de rádio frequência chamado REAC – Radio Eletric Asymmetric Conveyer, traduzindo, Transportador de Corrente Radio Eletrica Assimétrica, mas afinal, o que esse aparelho faz? Através de uma ”Sonda de Transporte Assimétrico”, interage com a carga elétrica gerada pelo corpo, se conectando próximo ao pavilhão auricular é capaz de regular a corrente elétrica que foi alterado pelos campos de interferência ao longo da vida, equilibrando as polaridades celulares, devolvendo as funções celulares de diferenciação, proliferação e morfogênese , em outras palavras, otimiza os fluxos iônicos, eletrogênicas e eletrometabolicas a nível molecular.

Resumindo, o REAC não atua diretamente no corpo humano, ele atua nos mecanismos de gestão e controle do sistema nervoso com o objetivo de tratar à desadaptação ou a adaptação à sobrevivência celular utilizando ondas eletromagnéticas, restabelecendo a saúde por ressonância. O REAC faz um ”escanirização” do campo magnético do individuo, recolhe todas as informações ali contidas, de forma totalmente inconsciente, automática e não invasiva, otimiza o corpo a fazer uma auto percepção, um contínuo check up das funções psico físicas, permitindo elaborar melhores estratégias de sobrevivência, bem como um envelhecimento associado a qualidade de vida, seja ela em qualquer etapa da vida. Simplificando, a terapia neural desbloqueia o cérebro para identificar o problema e a encontrar a solução.

Agora, preste atenção nas dicas mais comuns de usar a terapia:

Dica 01: Desordens posturais por assimetria de músculos – muitas vezes o seu corpo apresenta uma perna menor que a outra devido por exemplo a perda dentária de um lado da mandíbula levando a hipertrofia muscular de todo um lado do corpo consequentemente a hipotonia muscular referente ao lado adjacente. O mais interessante é que muitas vezes, apenas uma única sessão de terapia neural com o REAC, por exemplo, já é suficiente para realinhar a postura do corpo. Quando isso ocorre na primeira sessão, isso significa que aquele paciente é bem suscetível a terapia neural.

Dica 02: Melhorias emotivas comportamentais – a terapia neural costuma responder muito bem aos pacientes com sintomas de ansiedade, depressão e insônia;

Dica 03: Redução progressiva até o desaparecimento de sintomas e doenças provocadas pelo estresse -sabemos que o estresse, esse conjunto de reações psicológicas e biológicas frente aos estímulos ambientais podem provocar mudanças emotivas, comportamentais e biológicas alterando os órgãos internos com mudanças hormonais, imunológicas e musculares, quando usado a terapia neuro focal, é como se fizesse um restart nas glândulas como fazemos com o computador, quando ele trava, fazemos um “control+alt+del” e reiniciamos o computador, assim é com a terapia neural, o paciente apaga por cerca de 30 minutos quando se faz procaína na veia, e quando o paciente acorda, suas glândulas voltam todas a funcionar, mesmo aquelas que estavam fadigadas, como é o caso das adrenais que comumente entram em adrenopausa pela fadiga de produzir o cortisol, o hormônio do estresse.

Dica 04: Redução no abuso de fármacos – sabemos que a média dos brasileiros acima dos 60 anos de idade usam 6 fármacos por dia, e a terapia neural tende a normalizar a pressão sanguínea, a glicemia, a insulina, o cortisol, a melatonina, o gh, a testosterona, enfim, patologias mais comuns provocadas pela falta de hormônios, privação do sono e gestão do estresse;

Dica 05: Prevenção e redução no processo de envelhecimento celular – a terapia neural consegue otimizar o aumento da telomerase, aquela enzima que aumenta os telômeros que são os marcadores biológicos de vida;

Dica Extra: Otimização tecidual em processos inflamatórios, traumáticos e pós cirúrgicos – aqui a terapia promove a neuro e bi modulação no aspecto de equilibrar a auto regulação, ou seja, não atua na doença em si, mas ajuda o corpo a se auto regular otimizando a cura ou controle da doença.

A lista completa das principais doenças e/ou sintomas você encontra no link da descrição.

link: http://seronni.com.br/terapia-neurofocal

Resumindo, vou citar a frase de uma dentista colombiana neurofocal chamada Yosef Osorio Dias,

“O conceito de odontologia neurofocal nasce coma  a expressão de uma profissão em transformação, em constante evolução, orientada para auxiliar nos processos naturais de cura do indivíduo. Não é apresentada como uma manifestação antagônica dos conceitos, hipótese e teorias em vigor, mas sim como uma abordagem complementar.”

.Se você ainda não se atentou para essa técnica, comece a prestar a atenção, comece a estudar sobre o assunto, pois Von Hering, fisiologista alemão, 1925 já dizia:

“O uso inteligente do Sistema Neuro Vegetativo um dia será a forma mais importante para a arte da medicina”.

Diante disso, gostaria de terminar esse podcast oferecendo a você uma linda leitura. O texto abaixo é de autoria de José Carlos de Lucca, autor do livro O Médico Jesus.

“Sim, corpo fala. Quanto mais eu estudo a Medicina Chinesa, mais essas coisas fazem sentido. A dor na “alma” gera a dor física, a doença… Por isso oriento tanto meus amados pacientes a cuidarem de suas emoções…
Não trate apenas dos sintomas, tentando eliminá-los sem que a causa da enfermidade seja também extinta. A cura real somente acontece do interior para o exterior…

Sim, diga a seu médico que você tem dor no peito, mas diga também que sua dor é dor de tristeza, é dor de angústia. Conte a seu médico que você tem azia, mas descubra o motivo pelo qual você, com seu gênio, aumenta a produção de ácidos no estômago. Relate que você tem diabetes. No entanto, não se esqueça de dizer também que não está encontrando mais doçura em sua vida e que está muito difícil suportar o peso de suas frustrações. Mencione que você sofre de enxaqueca, todavia confesse que padece com seu perfeccionismo, com a autocrítica, que é muito sensível à crítica alheia e demasiadamente ansioso.

Muitos querem se curar, mas poucos estão dispostos a neutralizar em si o ácido da calúnia, o veneno da inveja, o bacilo do pessimismo e o câncer do egoísmo. Não querem mudar de vida …. Procuram a cura de um câncer, mas se recusam a abrir mão de uma simples mágoa. Pretendem a desobstrução das artérias coronárias, mas querem continuar com o peito fechado pelo rancor e pela agressividade. Almejam a cura de problemas oculares, todavia não retiram dos olhos a venda do criticismo e da maledicência. Pedem a solução para a depressão, entretanto, não abrem mão do orgulho ferido e do forte sentimento de decepção em relação a perdas experimentadas. Suplicam auxílio para os problemas de tireoide, mas não cuidam de suas frustrações e ressentimentos, não levantam a voz para expressarem suas legítimas necessidades. Imploram a cura de um nódulo de mama, todavia, insistem em manter bloqueada a ternura e a afetividade por conta das feridas emocionais do passado. Clamam pela intercessão divina, porém permanecem surdos aos gritos de socorro que partem de pessoas muito próximas de si mesmos.

Deus nos fala através de mil modos; a enfermidade é um deles e, por certo, o principal recado que lhe chega da sabedoria divina é que está faltando mais amor e harmonia em sua vida. Toda cura é sempre uma autocura.”

No próximo episódio vamos falar sobre ocitocina – o hormônio da fidelidade.

Então, o que você achou dessas dicas, qual assunto vc gostaria de saber mais a respeito?

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Continue acompanhando este podcast eu sou Abílio Seronni, o Doutor Saúde do Dicas Curtas.

Um Abraço e até a próxima semana.

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