Ouça agora este podcast! “010 Tesouro direto – um verdadeiro tesouro ao seu alcance”

O investimento em tesouro direto significa a compra de títulos públicos do governo federal diretamente pelo cidadão. Em bom português, significa que você empresta seu dinheiro ao tesouro nacional por um determinado prazo fixo e por uma taxa de juros já combinada que poderá ser prefixada (tesouro prefixado), atrelada à inflação (tesouro IPCA), ou atrelada à taxa selic (tesouro selic).

Os papéis do tesouro de um país soberano são considerados como o menor risco dentro desse mercado específico. Tal se dá pelo fato de que o país, como nação, é o único ente do mercado doméstico que tem a prerrogativa de imprimir dinheiro. Obviamente, existem consequências indesejáveis de uma impressão a todo vapor – como a inflação (que, a toda evidência, prejudica em primeiro lugar a camada mais pobre da população) e a perda da credibilidade de se honrar os compromissos internacionais – mas o fato é que, com a possibilidade de criar dinheiro “do nada”, os governos quase sempre preferem qualquer consequência futura (como o aumento de preços) do que o calote imediato.

Essa é a razão pela qual a garantia do FGC é inferior à do Tesouro Nacional. Na hipótese, por exemplo, de uma crise sistêmica grave em que todos os bancos estão próximos da quebra (como ocorreu com os EUA em 2008), o FGC provavelmente não teria recursos próprios para auxiliar várias instituições financeiras simultaneamente. Por outro lado, esse prejuízo generalizado das instituições poderia ser absorvido (leia-se, passado adiante) por toda população se o governo fizesse qualquer tipo de “plano de auxílio”.

Nesse sentido, em matéria de risco não existe produto financeiro de investimento superior aos títulos públicos federais.

 

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