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“093 Tira Dúvidas #1”

No podcast de hoje eu vou responder as perguntas que os ouvintes deixaram no grupo do Investidor Inteligente no Facebook, um tira-dúvidas rápido esclarecendo pontos que são de interesse deles. Você também pode ter a sua dúvida respondida e incluída em um podcast, basta acessar o grupo do Investidor Inteligente no Facebook, fazer seu questionamento e em breve produzo outro episódio no estilo desse; quem sabe sua dúvida não é selecionada e respondida!? Participe!

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e todas as semanas apresento nesse podcast, várias dicas, informações relevantes e orientações que podem te ajudar a usar bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

Para você ficar por dentro com todas as informações e não perder nenhuma dica, basta assinar gratuitamente o podcast e acompanhar todas as semanas o Investidor Inteligente do Dicas Curtas.

Antes da gente começar com a rodada de perguntas, eu quero fazer alguns esclarecimentos: em podcast nenhum eu vou recomendar investir diretamente em um ativo ou outro, principalmente se for de renda variável, a menos que nós estejamos falando de alguma coisa em que precise ilustrar algum conceito ou algum ensinamento. Porquê disso? Eu não trabalho com futurologia, eu não sei o que vai acontecer em um futuro breve muito menos em um futuro distante, portanto, não tem como recomendar os melhores investimentos para o ano, para o mês ou qualquer coisa nesse sentido.

Dá para fazer estimativas? Dá. Mas eu prefiro me abster, pois o mercado financeiro é dinâmico e o que vale hoje provavelmente não valerá amanhã. Além disso, cada pessoa tem uma característica e um apetite ao risco que são diferentes; e também que não cabe a mim te influenciar a formar uma opinião com base nas minhas expectativas: cabe a mim te ensinar a pensar ou te levar a refletir sobre que é bom para você.

Feitas essas considerações, vamos para as perguntas dos ouvintes.

Pergunta #1

A ouvinte Iara Bernardi Sant’Anna perguntou assim: “Meu pai vai vender um imóvel e eu gostaria de sugerir que investisse o dinheiro em títulos ao invés de comprar outro imóvel (ele já tem vários imóveis), de forma a ter uma renda diferente de aluguel. Onde investir o dinheiro para que gere essa renda?

Na sua pergunta você deixa claro que o propósito é gerar renda, portanto, ter algum retorno regular, seja mensal, bimestral ou mesmo semestral. Vai depender muito do nível de conhecimento que seu pai ou mesmo você tenha, mas existem títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro IPCA com juros semestrais que, a cada 6 meses, remunera o investidor com uma fração de juros corrigidos pela inflação do período.

Outra alternativa, um pouco mais moderado é investir o recurso em fundos imobiliários que, dependendo do fundo, pode trazer uma renda interessante que é como se fosse o aluguel pago por um imóvel tradicional: só que ao invés disso você compra cotas dos fundos na bolsa de valores e tem a sua remuneração proporcional ao resultado e à quantidade de cotas do investidor. Sabendo em qual fundo investir, pode ser bem vantajoso, pois comparado à um imóvel tradicional, os fundos imobiliários têm mais liquidez, se houver necessidade de usar parte do capital, pode vender a quantidade de cotas correspondentes (ou seja, não precisa vender tudo como é o caso de um imóvel tradicional), o “dividendo” que é como se fosse o aluguel de um imóvel tradicional já vem livre de Imposto de Renda, e você pode ter uma diversificação em diferentes tipos de imóveis, em diferentes cidades e regiões do Brasil com menos capital – o que é praticamente impossível no caso da aquisição de um imóvel tradicional.

E por fim, uma opção ainda mais arrojada, é o investimento direto em ações de boas empresas que pagam bons dividendos: assim, seu pai poderá usufruir de renda em relação ao investimento que ele fizer.

Pergunta #2

O ouvinte Raphael Barboza sugeriu que abordássemos opções binárias em um podcast posterior e também deixou a seguinte pergunta: “Atualmente eu possuo R$15 mil investidos em renda fixa, e pretendo realizar o aporte de R$2 mil por mês para aumentar meu patrimônio. A médio prazo pretendo comprar meu apartamento próprio. Gostaria de saber quais produtos de renda variável você recomendaria para atingir esse propósito e a forma recomendada de distribuição dessa carteira de investimentos”.

Raphael, a primeira coisa que você tem que ter em mente é: esse recurso que está em renda fixa é a sua reserva de emergência? Se sim, ele está em patamar adequado? Se estiver tudo certo em relação à sua reserva de emergência, podemos pensar em seu próximo objetivo que é, pelo que você disse, a compra do seu apartamento.

Outro ponto que temos que definir melhor é o que se trata médio prazo; se estamos falando de um prazo de 3 a 5 anos, desde que respeite seu perfil como investidor, podemos pensar inicialmente em fundos multimercado com taxas de administração razoáveis (entre 1% a 1,5% mais ou menos), que tenham demonstrado um bom desempenho nos últimos 24 a 36 meses. Esse tipo de investimento pode fazer com que seu capital cresça um pouco mais rápido comparado à renda fixa (sejam fundos ou ativos individuais) e esse prazo de 3 a 5 anos é um tempo razoável para recuperar de algum resultado negativo em alguns meses, caso aconteça. Se você tiver mais apetite pelo risco e for o seu perfil, pode pensar em mesclar com fundos de ações.

Caso você não tenha o perfil moderado ou arrojado, pode adequar o seu horizonte de investimento com o horizonte de maturação de algum tipo de investimento em renda fixa, como o Tesouro IPCA+ (nesse caso, o mais interessante é investir em Tesouro IPCA que não tenha semestralidade, com o propósito de acumular o máximo de capital possível, levando o investimento até o vencimento).

Sobre a proporção da carteira, vai depender do seu perfil; mas uma maneira bem simples que é só uma referência, é você pegar 100 e diminuir a sua idade desse número; o valor que ficar pode ser a proporção que você deve investir em renda variável – mas insisto: depende do seu perfil, ok?!

Pergunta #3

A ouvinte Eulanda Costa perguntou assim: “Oi!!! Tenho CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) atrelado ao CDI, estou frustrada com os rendimentos; acaso seria uma boa sugestão desfazer via mercado secundário?

Para quem não sabe o que são os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) recomendo que escutem o podcast #84 em que abordei com detalhes esse tipo de investimento.

Respondendo à Eulanda: A expectativa do aumento da taxa Selic e, consequentemente, do aumento do CDI nos próximos tempos é baixa. Provavelmente vamos experimentar um período em que a renda fixa vai ficar cada vez menos interessante, levando o investidor a assumir mais riscos se quiser ter mais retorno e, como recomendação, vai ter que ler e estudar mais para saber o que está fazendo.

Se você conseguir desfazer do CRA no mercado secundário de modo que não tenha prejuízo e já tenha uma boa noção de onde aplicar o recurso proveniente da venda do título de modo que possa render mais, pode ser uma boa opção. Mas isso é importante: você tem que ter a sua estratégia definida e saber para onde vai o seu dinheiro, provavelmente para investimentos um pouco mais arrojados, já que você quer experimentar um retorno melhor.

 

Pergunta #4

A ouvinte Manuela Martins Ferreira perguntou o seguinte: “Eu tenho um plano de previdência que não está rendendo muito; o que posso fazer?”

Se você não sabe como funciona ou o que é previdência privada, recomendo que volte lá nos podcasts #46, #47 e #48 em que dou uma geral bem completa sobre esse tipo de produto financeiro, com muitos detalhes.

Manuela, independente que você tenha um VGBL ou um PGBL, independente se é tabela progressiva ou regressiva, você pode fazer a portabilidade do seu fundo de previdência, para outra instituição para outro fundo que, de acordo com sua avaliação, esteja mais atraente e alinhado aos seus objetivos. Existem regras que devem ser respeitadas, como VGBL só pode migrar para VGBL e PGBL só pode migrar para PGBL e outras regras mais que você pode descobrir nos podcasts que acabei de citar.

Vale atentar que a portabilidade de fundos de previdência só pode ser realizada a cada 60 dias, ou seja: você pode fazer 6 movimentações por ano, sem custo algum, basta informar para onde quer que seus investimentos migrem e solicitar a transferência.

Pergunta #5

O ouvinte Breno Vieira, que sugeriu esse estilo de podcast, lançou a seguinte pergunta: “Eu descobri que tenho direito a uma pensão até o final de 2020, no valor de R$5 mil. Como eu tenho que dividir com duas irmãs, eu posso usar até R$3 mil por mês para investir. Gostaria de saber como fazer meu dinheiro trabalhar por mim. Será que eu consigo ter uma rentabilidade na bolsa com pouco risco ou é melhor colocar no Tesouro?

Volto na mesma linha de raciocínio que disse ao Raphael Barboza: se você, Breno, não tem reserva de emergência, essa é sua prioridade. Realmente o mercado financeiro está apontando um período em que teremos bons retornos em renda variável, mas a gente não deve esquecer que renda variável varia e, por isso, se você não tiver recursos para imprevistos e todo seu capital estiver em bolsa ou em algum outro investimento que pode ter retorno negativo e você tiver necessidade em algum momento de baixa, você pode tomar prejuízo, ficar machucado com a bolsa porque não teve tempo para esperar os investimentos amadurecerem.

Se você não tem reserva de emergência, o melhor é construí-la e um bom caminho é o Tesouro Selic, um CDB com rendimento de 100% ou mais do CDI, e, dependendo do tamanho da reserva, outros ativos de renda fixa. O objetivo, nesse caso, não seria retorno, mas sim, liquidez, segurança e só depois pensar em um retorno melhor dentro da renda fixa. Se a sua reserva de emergência já estiver formada, pode seguir mais ou menos o mesmo caminho que conversamos no caso do Raphael, lembrando que é importantíssimo que você tenha o seu objetivo muito bem definido.

***

Para finalizarmos quero reforçar o seguinte: quanto maior a complexidade do investimento ou da operação a ser realizada, maior deve ser o seu nível de conhecimento, portanto, você deve estudar mais e, na hora de praticar pela primeira vez, fazer com pouco capital para evitar prejuízos expressivos, caso ocorram. Não precisa ter pressa: oportunidades existem todos os dias no mercado, basta saber identificar.

Se você precisar de alguma ajuda mais assertiva sobre seu caso (como vários ouvintes têm feito), em que demande um trabalho profissional, sabe que pode entrar em contato comigo através do meu site www.PhillipSouza.com.br enviando um e-mail ou mesmo uma mensagem no WhatsApp. Fique à vontade.

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

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