Ouça agora este podcast!“076 Títulos de dívida: tesouro direto, cdb, debêntures”

Tradicionalmente quando pensamos em dar nossos primeiros passos no mundo dos investimentos começamos por aplicações mais simples, como o Tesouro Direto. Um dos primeiros objetivos que devemos ter em mente é a formação da Reserva de Emergência que, dependendo do modelo-referência adotado, pode ter de 3 a 12 vezes o valor das despesas mensais de uma pessoa ou família.

Nesse caso, o recomendado é que os recursos estejam alocados em produtos que sejam líquidos, seguros e que, dentro do possível, tenha o melhor retorno – desde que liquidez e segurança sejam respeitados em primeiro lugar. O produto financeiro mais indicado tanto para começar quanto para esse propósito é o tão queridinho Tesouro Selic. No podcast de hoje vamos falar de forma introdutória sobre outros produtos de renda fixa que existem no mercado financeiro.

Eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas e semanalmente trago aqui neste podcast, várias dicas, informações e orientações para ajudar a fazer com que você use bem o seu dinheiro para construir seus resultados de forma financeiramente saudável com foco em qualidade de vida, aproveitando o presente e cuidando do futuro, transformando-se em um investidor inteligente.

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Vamos ao que interessa!

 

Quando você vai aprendendo, se educando e se aprofundando no mercado financeiro, você vai percebendo que existem outras opções de aplicações. Algumas bem interessantes se usadas com estratégia; outras nem tão interessantes assim; e ainda outras que podem trazer um retorno acima da média, mas que vão demandar mais conhecimento tanto para avaliar se são boas ou não quanto mais capital para realizar o investimento.

Vamos entendendo que existe o mundo da renda fixa e da renda variável. Apesar das inovações do mercado, os produtos de renda fixa são mais simples de se entender bem como existe uma quantidade menor de tipos de produtos-base; enquanto a renda variável tem uma variedade imensa: ações, dólar, futuros, opções, só para citar alguns.

Hoje vamos focar em três tipos de títulos de acordo com os tomadores para começarmos a ampliar nossa atenção construindo as bases para estratégias e conhecimentos futuros. Vamos falar do Tesouro Direto, dos CDBs e as debêntures.

Esses três tipos de títulos pertencem à classe da renda fixa e dentro de cada um deles, conforme você deve imaginar, existem o que vamos chamar de sub-classes, que são os sub-tipos de produtos.

 

Tesouro Direto. Tomador: Governo Federal

Para entendermos de forma mais fácil, vamos começar pensando assim: para quem eu entrego, ou melhor, para quem eu empresto o meu dinheiro quando eu invisto no Tesouro Direto? Todo recurso investido no Tesouro Direto (independentemente do tipo) é feito ao Governo Federal de modo que ele possa utilizar os recursos captados para desenvolver o país com financiamentos de obras e infraestrutura, além de também poder gerir a dívida pública. Ou seja: o Governo, de forma super simplificada, capta o seu dinheiro para desenvolver o país e para melhorar a sua própria situação financeira ao longo dos anos ou décadas. Como sabemos, os títulos têm vencimento: ou seja, depois de certo tempo, o recurso investido retorna ao investidor que é o credor do Governo (sim, o Governo te deve) com as devidas correções – lembrando que você, investidor, pode realizar resgate antecipado, mas nesse caso não existe a garantia do retorno máximo que foi pactuado no momento da compra do título.

 

CDB. Tomador: empresas privadas financeiras

Paralelamente a essa ideia de que você empresta o seu dinheiro ao Governo Federal, você também pode emprestar o seu dinheiro à um banco, por exemplo. De que forma? Principalmente através dos CDBs, os Certificados de Depósitos Bancários. Você, como investidor, pode optar adquirir esses títulos que são títulos de dívida exclusivo dos bancos e instituições financeiras autorizadas. Bancos não são donos dos títulos do Tesouro: isso pertence ao Governo Federal. Os bancos são permitidos pela legislação e pelo Banco Central a emitirem o CDB. Basicamente você investe nesses produtos de modo que o banco também possa captar recursos para desenvolver suas operações no mercado: investir, pagar pelos saques e transferências realizados por seus clientes e, claro, emprestar dinheiro.

Tem uma brincadeira no mercado financeiro que diz assim: “qual é o melhor tipo de empresa para se investir na bolsa de valores? Um banco bem administrado. Qual é o segundo melhor tipo de empresa para se investir na bolsa de valores? Um banco mal administrado”. Claro que na prática não é bem assim, mas essa brincadeira nos faz entender uma realidade bem explícita: banco faz dinheiro com dinheiro – principalmente através dos empréstimos. Ao emprestar dinheiro o banco tem riscos, como a insolvência e a inadimplência de seus clientes-tomadores (também por isso que as avaliações de empréstimo são tão rigorosas, afinal, ninguém quer perder dinheiro). Só que esse recurso emprestado sai de algum lugar: geralmente são dos clientes-poupadores ou clientes-investidores. Para ilustrar: você vai ao banco e adquire um CDB que vai trazer 0,5% de retorno ao mês; com aquele recurso tomado, o banco empresta para uma pessoa ou empresa à taxa de 5,5% ao mês. A diferença entre o que o banco tem que pagar ao cliente-investidor e o que ele recebe do cliente-tomador é o chamado spread bancário, que, nessa ilustração, é de 5% ao mês. O banco faz mais dinheiro com o seu dinheiro.

Antes que nós condenemos as instituições financeiras por essa prática, é importante lembrar que graças a esses mecanismos o mercado financeiro se desenvolveu, as empresas pelo mundo afora puderam crescer, lançar novas ideias, arriscar e investir em projetos que hoje podem estar nos beneficiando imensamente. O que é condenável é a prática abusiva de juros, mas isso é outro assunto.

Portanto, enquanto no caso da aquisição de um título do Tesouro Direto quem te deve é o Governo Federal, no caso da aquisição de um CDB quem te deve é o banco.

 

Debêntures. Tomador: empresas privadas não-financeiras

Até agora falamos do Tesouro que é um tipo de produto financeiro relacionado à dívida pública e também do CDB, que é um tipo de produto financeiro relacionado à dívida que as empresas financeiras têm com seus clientes-investidores. E as debêntures? As debêntures também são títulos de dívida, mas quem capta recursos através delas são empresas não-financeiras. Até então, por força de lei, banco não pode emitir debêntures.

A debênture é um valor mobiliário emitido por sociedades por ações, representativo de dívida, que assegura a seus detentores o direito de crédito contra a companhia emissora: ou seja, a empresa que emite a debênture deve ao investidor – que é o seu credor.

Mas qual a finalidade das debêntures? Assim como o Tesouro Direto e os CDBs, as debêntures podem servir a propósitos variados, mas geralmente consiste em um instrumento de captação de recursos no mercado de capitais, que as empresas utilizam para financiar seus projetos (investimentos em novas instalações, investimento em projetos de pesquisa e desenvolvimento, etc), podendo também ser uma forma de melhor gerenciar suas dívidas ou permitir uma melhor saúde financeira da empresa (seja alongamento do perfil das dívidas ou mesmo financiando o capital de giro, dentre várias outras possibilidades).

Ao disponibilizar seus recursos para serem utilizados pela empresa, o comprador (ou debenturista, debenturista proprietário, titular de debênture, como é chamado) faz jus a uma remuneração. Desta forma, a debênture é um título de crédito privado em que os debenturistas são credores da empresa e esperam receber juros periódicos e pagamento do principal – correspondente ao valor unitário da debênture – no vencimento do título ou mediante amortizações nas quais se paga parte do principal antes do vencimento, conforme estipulado em um contrato específico chamado “Escritura de Emissão”.

A debênture é um tipo de título de renda fixa mais elaborado, cheio de detalhes e características a serem analisadas antes do investimento: ou seja, demanda mais conhecimento e capacidade de análise por parte do investidor. E vale lembrar o seguinte: o investidor que é debenturista não é sócio da companhia – ele é apenas um credor, uma pessoa que emprestou dinheiro para a empresa com o propósito de obter uma remuneração melhor nesse tipo de título de dívida privada. Existem debêntures que são conversíveis em ações, mas isso trataremos em episódios futuros em que falaremos de forma mais aprofundada sobre debêntures, que é um assunto que chama atenção, ao mesmo tempo que a maioria dos pequenos investidores não sabem avaliar e, consequentemente, não consideram o

É claro que existem vários outros tipos de produtos de renda fixa, tais como LCI, LCA, CRI, RDBs, LH e muitos outros – e você, investidor inteligente, pode dizer se quer aprender mais sobre esses produtos, basta acessar ao grupo exclusivo do Investidor Inteligente no Facebook!

 

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica do Investidor Inteligente!

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