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“129 Usando PNL para enfraquecer ou fortalecer crenças financeiras”

Esse podcast usa de ferramentas de hipnose, portanto, não ouça se você estiver dirigindo ou se estiver operando alguma máquina pesada. Preferencialmente escute em um ambiente tranquilo e seguro. Esse episódio tem maior duração que os habituais podcasts porque é ensinada uma ferramenta poderosíssima para mudança de crenças em nível inconsciente.

Se você é ouvinte regular do podcast do Investidor Inteligente, em algum momento já deve ter escutado que além de especialista em Finanças Pessoais e Mercado de Capitais, sabe que também sou especialista em Neurociências e Master Practitioner em Programação Neurolinguística (PNL). E sabe também que mesmo com as ferramentas certas, mesmo com o mapa do caminho correto que leva à independência financeira ainda assim as coisas podem se arrastar e acontecer boicotes que podem levar o plano por água abaixo.

E não é por falta de conhecimento e, muitas vezes, não é por falta de saber fazer: simplesmente o seu mundo interno, principalmente seu mundo emocional, avacalha o projeto de tal forma que meses e até anos se passam sem que você progrida para onde sempre desejou.

Parte disso acontece devido nossas crenças ruins relacionadas a dinheiro e riqueza. Sem querer, e muito provavelmente sem percebermos, nós temos programas mentais que estão rodando em segundo plano, fora do radar da consciência, fazendo com que tenhamos pensamentos, sentimentos que se traduzem em atitudes que nos afastam ou não nos deixam caminhar livre e levemente quando o assunto é dinheiro. Esse é um dos motivos, um dos porquês que é muito importante aprendermos a desfazer as crenças que nos impedem de alcançar o que desejamos de verdade.

Você já deve ter lido sobre crenças em vários livros. Várias pessoas, coaches de diversos tipos, palestrantes, treinadores falam disso o tempo todo e não só na área financeira: fala-se muito na área de vendas, na área de saúde, na área de relacionamentos, em qualquer área que existam seres humanos. Mas raros são os que passam a ‘senha’ sobre como, de verdade, mudar suas crenças. E nesse podcast, com os recursos que disponho (ou seja: a sua imaginação, o meu preparo e a minha voz), vou ser ousado em te explicar como funcionam as crenças e te conduzir à compreensão e à ação através de dois exercícios poderosos: um sobre como enfraquecer crenças financeiras ruins (e potencialmente eliminá-las) e outro sobre como instalar ou fortalecer crenças financeiras boas (e potencialmente deixa-las inconscientes).

Esse é o podcast do Investidor Inteligente e eu sou Phillip Souza, o expert em Finanças e Investimentos do Dicas Curtas que todas as semanas traz para você respostas sobre a vida financeira, informações diferenciadas e didáticas, orientações e estratégias valiosas que podem te ajudar na importante tarefa de cuidar bem do seu dinheiro, seja para sair das dívidas, seja para investir, seja para aprender sobre como organizar suas finanças, de modo que você possa usufruir e aprender com o seu presente e construir e cuidar do seu futuro, transformando-se em um investidor ainda mais inteligente.

Esse podcast é gratuito e, portanto, você pode assiná-lo para não perder nenhuma dica, ficar por dentro com todas as informações e acompanhar todas as semanas o Investidor Inteligente do Dicas Curtas.

As crenças são pensamentos acreditados. Você viu alguém fazendo alguma coisa, ouviu alguém dizendo alguma coisa ou teve uma experiência em primeira mão que provocou uma impressão forte, uma sensação de certeza de que aquilo que você viu, ouviu ou experimentou é verdade.

E geralmente nossas certezas internas mais profundas acontecem quando somos muito jovens para ter um senso crítico afiado: a maioria das nossas crenças básicas são apresentadas e solidificadas enquanto ainda somos crianças e adolescentes. Ao contrário do que se pode imaginar, não tem como separar perfeitamente uma crença de todo emaranhado de informações que acontece dentro de uma pessoa, como se estivesse separando canetas de lápis: tudo acontece ao mesmo tempo e, para facilitar a abordagem da questão, didaticamente selecionamos um ponto que se se liga à vários outros na medida em que vamos lidando com ele.

Como assim? Por exemplo, às vezes uma pessoa tem uma crença financeira ruim (“tenho medo de perder tudo o que tenho”) porque, em algum momento, a pessoa aprendeu dos pais ou de alguma pessoa de referência ou destaque no passado que teve um insucesso na bolsa de valores e por isso perdeu tudo. Mas, como estava em uma idade tenra, a pessoa associou bolsa de valores a perder tudo – quando pode ter acontecido inúmeras outras coisas para que esse resultado fosse percebido ou verbalmente declarado (às vezes o “perder tudo” foi pouco capital; mas na cabeça da criança tudo é muito, em proporções imensas). E por ter ficado essa impressão emocional inconsciente registrada em algum momento da história, a pessoa não considera o investimento nos ativos de bolsa de valores (como ações, fundos imobiliários e vários outros) porque ela tem medo de perder tudo. Muitas vezes não tem nada a ver com a pessoa diretamente. Costuma ter a ver com os outros que estão ao nosso redor. Perceba: não tem nada a ver com dinheiro. Tem a ver o relacionamento. Os sentimentos sobre dinheiro quase nunca são sobre dinheiro.

O dinheiro, por si só, não tem significado. É um símbolo da energia que ganha força à medida que passa de uma pessoa, física ou jurídica, para outra. Pode, portanto, ser considerado um símbolo de relacionamentos. E a maneira como você lida com o dinheiro é a maneira como você lida com seus relacionamentos – seja com você mesmo, seja com os outros. E isso é forte; se eu fosse você anotaria isso e refletiria mais sobre o assunto ao longo dos próximos dias: a maneira como você lida com o dinheiro é a maneira como você lida com seus relacionamentos.

Além disso, o dinheiro está sempre ligado a pessoas. Ele não vem voando por vontade própria para entrar em sua vida. Ele vem junto com as pessoas. Sempre. Portanto, o seu medo de ficar sem dinheiro é na verdade o medo de ficar sem as pessoas, ou seja, de ficar sozinho e não ter suas necessidades satisfeitas (sejam elas naturais, sociais e/ou emocionais).

Insegurança financeira é um problema complexo. Você pode obter alguns insights sobre a essência de suas dificuldades financeiras identificando suas crenças que estão relacionadas à ela. As afirmações, as ideias, as verdades (boas ou não) que estão ligados às dificuldades experimentadas. Mais adiante, vou falar em sequência afirmações para que você possa pensar e, se quiser, expandir em suas ramificações para explorar mais o seu mundo interno, na camada de crenças.

O dinheiro também é usado de muitas maneiras para cavar sentimentos enterrados. Seus problemas e padrões específicos de dinheiro são um indício de sua autoimagem e identidade pessoal. Por exemplo, pessoas que nunca têm dinheiro suficiente geralmente sentem que não são boas o suficiente e têm pouco a oferecer. Patrimônio líquido de uma pessoa é muitas vezes um reflexo do valor que ela vê em si mesma.

Quando as pessoas dizem que não estão ganhando o suficiente para se sustentar, isso normalmente significa que elas se sentem sem apoio e desvalorizadas. A “cura” envolve aprender a apoiar e valorizar a si mesma.

Prosperidade, ou seja, a ausência de necessidade é, na verdade, um trabalho interno.

A seguir vou falar pausadamente várias afirmações que se relacionam com dinheiro e com sentimentos ou relacionamentos. Quero que você preste atenção a cada uma delas e anote aquelas que te causam maior desconforto ou dor. E daqui a pouco vou te ensinar o prometido: como enfraquecer ou fortalecer uma crença com o uso de PNL.

Escute as declarações que se aplicam a você e veja se pode expandir algumas delas em suas ramificações. Se quiser, pode ir pausando e anotando o que mais te chamar atenção:

 

  1. Eu não vou ter dinheiro suficiente para as coisas que eu preciso.
  2. Tenho medo de ter que ficar na rua sem ter para onde ir.
  3. Eu não consigo me sustentar.
  4. Eu me sinto sem apoio nenhum.
  5. Eu me sinto todo impotente.
  6. Ninguém me aprecia.
  7. Eu preciso ser resgatado.
  8. Se alguém me salva, isso significa que ele me ama.
  9. Se as pessoas me emprestam dinheiro, eu me sinto mais conectado.
  10. Quando eu peço dinheiro emprestado, eu sei que não estou sozinho.
  11. Se você me emprestar dinheiro, isso significa que você me ama e confia em mim.
  12. Eu tenho vergonha de não conseguir pagar minhas contas em dia.
  13. Fico envergonhado quando meu cheque é devolvido.
  14. Eu me sinto desconectado do meu poder pessoal.
  15. Eu me sinto desconectado de Deus/Poder Superior.
  16. Se o Poder de Deus/Poder Superior realmente se importasse comigo, eu não estaria falido assim.
  17. Se eu ganhar na loteria, eu vou ficar bem.
  18. Ganhar na loteria é a minha saída.
  19. Estou contando com prêmio da loteria para resolver meus problemas financeiros.
  20. Eu devo ser imprestável, porque não consigo emprego que me pague bem.
  21. Eu tenho medo de pedir dinheiro.
  22. Eu tenho medo de cobrar.
  23. Eu tenho medo de pedir dinheiro, mesmo sabendo que eu faço um bom trabalho.
  24. Eu me sinto desvalorizado.
  25. Eu gostaria que alguém reconhecesse o meu trabalho.
  26. Outras pessoas sempre parecem ter mais do que eu.
  27. Outras pessoas têm mais facilidade de ganhar dinheiro do que eu.
  28. Eu peço dinheiro emprestado e não devolvo.
  29. Eu peço dinheiro emprestado e já sei que não vou conseguir devolver.
  30. Eu me sinto culpado e envergonhado porque eu peço dinheiro emprestado e não devolvo.
  31. A maior vergonha é não ser capaz de sustentar meus entes queridos.
  32. Tenho medo de perder tudo que tenho.
  33. Se minha mãe/meu pai/meus irmãos me amassem, eles teriam me ajudado financeiramente.
  34. Eu não sou bom o suficiente.
  35. Eu nunca consigo atender as expectativas de meus pais.
  36. Nunca vou conseguir um aumento.
  37. Eu não cuido bem do meu dinheiro.
  38. Estou sendo displicente comigo mesmo.
  39. Tenho sido falho em prestar atenção as minhas próprias necessidades e satisfazê-las.
  40. Continuo esperando que as outras pessoas cuidem de mim.
  41. Continuo esperando que vai aparecer alguém para me salvar.
  42. Não sou capaz de cuidar de mim mesmo.
  43. Não tenho disposição para me conectar a mais pessoas, para eu deixar de me sentir tão sozinho.
  44. Não tenho ânimo para ser mais autêntico sobre os meus sentimentos.
  45. Não consigo parar de me negligenciar.
  46. Se um de nós tem de se sentir desconfortável, esse papel sempre cabe a mim.
  47. Não tenho disposição para andar com minhas próprias pernas.
  48. Meus pais sempre tiveram vergonha de mim.
  49. Meus pais nunca me quiseram.
  50. Eu sempre fui um fardo.

Conforme você pode ter acesso na minissérie de resenha crítica do livro “Os Segredos da Mente Milionária” (consulte os episódios #117, #118, #119 para mais detalhes), uma crença é uma combinação de componente linguístico (a frase-ideia da qual a crença pode ser expressa verbalmente), de experiência de referência (aquilo que vimos ou ouvimos de outras pessoas e tomamos como verdade) e do padrão cognitivo (que são as imagens, sons e sensações que são provocados na pessoa com aquela crença).

Os dois primeiros itens é razoavelmente fácil de você identificar e associar. O terceiro componente talvez você nunca tenha parado para perceber que existem distinções. Além disso, geralmente associamos o padrão cognitivo com o que chamamos de pensamento; isso é parcialmente completo. Vamos exercitar para você compreender o que quero dizer com padrão cognitivo.

Nesse momento, eu quero que você pare um pouco, respire fundo, feche os olhos para poder se concentrar melhor e lembre-se de um momento muito feliz em sua vida. Volte naquela situação, naquele momento, que pode ter sido breve ou longo, mas foque apenas no momento de felicidade. Veja absolutamente tudo o que você estava vendo naquela situação, todos os detalhes, pessoas, ambiente, cores, tons, nível de brilho, tudo o que você estava enxergando naquela situação desse momento feliz; além disso, ouça tudo o que você estava ou não ouvindo naquele momento: pode ter sido um momento silencioso, ou com uma fala ou com um som específico, uma música, qualquer som ou mesmo a ausência de som – apenas ouça ou não o que você estava ouvindo naquele momento de felicidade. E junto com essas imagens e sons sinta exatamente o que você estava sentindo nesse momento de felicidade, no seu corpo, como se estivesse acontecendo agora; talvez um frio, um calor, um formigamento, uma pressão, uma calmaria ou agitação, no corpo todo ou só em uma parte do corpo como pés, barriga, peito, cabeça… não sei: você sabe… permita-se experimentar novamente esse momento de felicidade, vendo tudo o que via, ouvindo tudo o que ouvia, sentindo tudo o que sentia… agora!

Humm… eu quero que agora agite um pouco o seu corpo, mova os braços, respire fundo, faz uma careta qualquer… isso tudo para quebrar o estado emocional para partirmos para outra experiência.

Bom, se você se permitiu entrar nessa experiência mental, você percebeu uma série de características de imagens, sons e sensações. Agora vamos em outra experiência para dar um contraste, para te mostrar que existem diferenças de percepção no seu padrão cognitivo.

Lembre-se de uma situação triste que aconteceu na sua vida. Não precisa ser aquela situação arrasadora: apenas uma situação triste. Agora, sem se aprofundar demais, quero que você preste atenção nessa sua lembrança sobre as imagens, sons e sensações que você percebe. Deixando de se envolver profundamente na experiência, muito provavelmente as características daquilo que você vê são diferentes da situação do momento feliz; as características daquilo que você ouve provavelmente também são diferentes do momento de felicidade; e a sensação no seu corpo, com certeza deve ser diferente daquela primeira experiência, de felicidade.

Faça agora uma contagem regressiva começando de 200, 199, 198, 197… respire diferente, mexa seu corpo para tirar a sensação emocional, mudar a fisiologia… isso tudo serve para quebrar um estado emocional. Isso…

Imagens, sons e sensações são peças do quebra-cabeças de nossas impressões sensoriais em nível inconsciente. Sem ser técnico demais, essas são as primeiras camadas de significado que damos a qualquer experiência, inclusive para as crenças. Se existe um padrão de felicidade, se existe um padrão de tristeza, se existe um padrão para entusiasmo, se existe um padrão para o desânimo, se existe padrão para o que quer que seja, então existe um padrão para as crenças. Crença é pensamento acreditado. Crença é experiência. Crença tem padrão cognitivo.

Crença é certeza. Portanto, o padrão daquilo que você acredita é o PADRÃO DE CERTEZA; o padrão daquilo que você não acredita é o PADRÃO DE DÚVIDA. Quando eu falo “padrão” estou me referindo ao padrão cognitivo: ou seja, as características de imagem, som e sensação quando você experimenta a emoção, a crença.

Apesar de existir um componente linguístico e a experiência de referência que mostram como é a crença e de onde ela pode ter surgido ou ter criado significado a partir de alguma associação, para uma crença não importa muito a sintaxe, já que ela é uma espécie de constante dentro da mente: ou seja, o padrão da crença fica repetindo indefinidamente até que seja revisto. Diante disso, o que importa é a forma como as crenças estão estimuladas através da intensidade:

  • Crenças “acreditadas” (certezas ou convicções)
  • Crenças “duvidosas” (incertezas ou desconfianças)

A tarefa para lidar com as crenças é pegar as CERTEZAS RUINS, que não são úteis, que são limitantes, e TRANSFORMAR EM DÚVIDAS; e pegar as INCERTEZAS BOAS, que são úteis, que são empoderadoras, e TRANSFORMAR EM CONVICÇÕES. Ou seja: além da reconstrução linguística (geralmente a partir de afirmações ou declarações de poder) e da ressignificação da experiência de referência, a forma mais simples de resolver cognitivo-emocionalmente uma crença é inverter o padrão que o seu corpo, o seu inconsciente percebe a crença.

Certo. Já dei muita explicação. E como enfraquecer ou fortalecer e até mesmo instalar uma crença? Para fazer isso em nível inconsciente é necessário descobrir qual o seu padrão cognitivo de CONVICÇÃO e qual o seu padrão cognitivo de DÚVIDA.

Para facilitar o seu próprio registro e a coleta dessas informações, você encontrará no grupo do Investidor inteligente uma ferramenta chamada Mapeamento Comparativo de Submodalidades. Essa ferramenta vai ter uma lista bem detalhada das características de imagens, sons e sensações (tato, paladar e olfato) para que você possa realizar o registro, o mapeamento das suas experiências, tanto o padrão de convicção quanto o padrão de dúvida – use a ferramenta porque posteriormente seus registros cognitivos serão usados na terceira etapa do processo.

 

Primeira etapa: Identificando o padrão cognitivo da certeza, o padrão de CONVICÇÃO

Primeiro eu quero que você pense nas coisas que você tem certeza absoluta. Podem ser certezas naturais (tais como “O Sol vai nascer”, “a chuva cai do céu”); ou certezas sobre a sua própria capacidade ou incapacidade (“sei ensinar tal coisa”, “não consigo de jeito nenhum fazer tal coisa”, etc.); ou certezas sobre o que você dá ou não dá conta de fazer (“não consigo levantar 200kg no braço”; “não consigo pular 5 metros de altura”)

Pense repetidamente por alguns minutos nessas certezas absolutas para que sua mente e o seu corpo comecem a calibrar o padrão de convicção.

Em segundo lugar, analise e identifique as similaridades de suas certezas: qual é a sua linguagem, o jeito que você fala quando tem certeza? Qual é o seu pensamento em torno dessas certezas (padrão cognitivo: imagem, som e sensação)? Qual é a sua fisiologia, o estado do seu corpo, quando tem certeza: faz algum gesto, o corpo balança, fica quieto, o rosto faz uma expressão única? Qual sensação corpórea da certeza?

Identificando essas características, imagine ou lembre de alguma situação em que você experimente um estado emocional de certeza, pura convicção, seja qual tipo de crença for (natural, empoderadora, limitante – não importa)

Por fim, nesse estado de plena convicção, extraia as submodalidades (ou seja, as características de imagem, som e sensação) desse estado de certeza – use o Mapeamento Comparativo de Submodalidades para essa tarefa. Como é a imagem? Como são os sons? Como é a sensação? Como é a conversa interna? Registre tudo o que considerar relevante na folha.

Se você se permitir a esse exercício, é provável que você experimente uma certeza profunda, uma convicção bem intensa. E esse é o ponto. Mas não paramos por aqui. Quebre o estado emocional em seu corpo, tome uma água, respire mais rápido ou mais devagar, olhe o celular, simplesmente distraia por alguns segundos para sair do estado de convicção.

E agora vamos para a segunda etapa.

 

Segunda etapa: Identificando o padrão cognitivo da incerteza, o padrão de DÚVIDA

Primeiro eu quero que você pense nas coisas que tem dúvida. Podem ser incertezas naturais (“não sei se vai chover…”); ou incertezas sobre a própria capacidade ou incapacidade (“vou tentar ensinar tal coisa”, “acho que não consigo fazer tal coisa”, etc.); ou incertezas sobre o que você é, mas sem aquela certeza visceral (“sou maravilhoso”)

Pense repetidamente por alguns minutos nessas incertezas para que sua mente e o seu corpo comecem a calibrar o padrão de dúvida.

Em segundo lugar, analise e identifique as similaridades de suas dúvidas/incertezas: qual é a sua linguagem quando tem dúvida (talvez uma linguagem vaga, imprecisa)? Qual é o seu pensamento em torno dessas dúvidas (padrão cognitivo: imagem, som e sensação)? Qual é a sua fisiologia, o estado do seu corpo, quando tem dúvida: faz algum gesto, com a mão, o braço, a cabeça, fica quieto? Qual é a sensação corpórea da dúvida?

Identificando essas características, imagine ou lembre de alguma situação em que você experimente um estado emocional de incerteza, pura dúvida, seja qual tipo de crença for (natural, empoderadora, limitante – não importa).

Por fim, nesse estado de pura dúvida, extraia as submodalidades (ou seja, as características de imagem, som e sensação) desse estado de incerteza – use o Mapeamento Comparativo de Submodalidades para essa tarefa. Como é a imagem? Como são os sons? Como é a sensação? Como é a conversa interna? Registre tudo o que considerar relevante na folha.

Mais uma vez, se você se permitir a esse exercício, é provável que você experimente uma sensação de incerteza bem intensa. E mais uma vez, quebre o estado emocional em seu corpo: olhe o relógio, faça um alongamento, mexa o corpo de forma diferente, cantarole “Parabéns pra você”, simplesmente distraia por alguns segundos para sair do estado de dúvida.

Na primeira parte desse podcast eu falei uma série de declarações que são possíveis crenças ou raízes de crenças financeiras e emocionais que você pode ter e também pedi que você anotasse aquelas que mais mexessem com você, principalmente as que mais te incomodaram. Volte à essa lista, pois agora chegamos à etapa final.

 

Terceira etapa: Alteração do Padrão Cognitivo das Crenças

Nesse ponto você já deve ter identificado e descrito as informações referentes ao PADRÃO DE CONVICÇÃO e ao PADRÃO DE DÚVIDA: com esses padrões você pode mudar suas crenças financeiras em nível inconsciente. E vou mais longe: você pode usar esses padrões (de certeza e de dúvida) em outras áreas da sua vida, além da financeira. Vale ressaltar que também é importante trabalhar o componente linguístico e as experiências de referência.

Antes de fazer qualquer coisa, observe as duas folhas com os dois Mapeamentos Comparativos de Submodalidades. Veja as diferenças que um tem em relação ao outro. Não existe certo nem errado e uma pessoa percebe determinado padrão emocional diferente de outra pessoa. Pode até ter similaridades, mas não costuma ser igual.

Vamos ilustrar para ficar mais simples.

Digamos que o seu padrão de certeza, aquilo que você experimentou quando sentiu plena convicção, tenha trazido como características: uma cena com movimento; colorida; brilhante; em que você enxerga pelos seus próprios olhos; as imagens com nitidez; em 3D; com uma música de ação; em volume alto; em que te provoca a sensação de calor no peito; em que suas mãos pulsam; e que você faz um gesto específico com a mão. Por outro lado, o seu padrão de incerteza, de dúvida, tenha trazido como características: uma cena pálida; estática; mais escura; em que você se enxergue na cena, como se estivesse se vendo de fora; um pouco desfocado, com uma música de suspense bem baixinha, provocando uma palpitação no coração, junto com mãos geladas, em que seu corpo se contrai receoso, seu rosto faz a expressão de dúvida.

Isso que acabei de falar é só um exemplo para ilustrar que podem existir diferenças – não significa que esse tem que ser o seu jeito: pode ser invertido ou os padrões terão características completamente singulares. Portanto, percebendo as suas distinções, podemos partir para a terceira e última etapa. A tarefa consiste em trocar as submodalidades (as qualidades da imagem, som e sensação) entre as experiências das crenças.

Ou seja: se você tem uma certeza ruim e quer transformá-la em dúvida você pensa na situação e entra no estado emocional daquela circunstância; identifica as qualidades da imagem, som e sensação e, usando o padrão de dúvida já identificado, muda, na sua mente, para o padrão que quer alterar. No exemplo anterior, se a certeza ruim tem cor, você coloca a imagem mais pálida; se a certeza ruim tem brilho, você coloca a imagem mais escura; se a certeza ruim tem movimento, você coloca a imagem mais estática; se a certeza ruim tem uma música agitada, você altera a música para uma trilha sonora de suspense; se a certeza ruim traz a sensação de calor, você altera para uma sensação gelada nas mãos junto com uma palpitação no coração. Resumindo: você altera o padrão cognitivo da experiência de certeza limitante, para o padrão de dúvida.

E o contrário também é verdadeiro: se você tem uma dúvida que é boa para você e quer transformá-la em uma certeza, basta identificar o padrão atual e alterar para o seu padrão de certeza, conforme previamente coletado.

 

Enfraquecendo crenças

Para enfraquecer uma crença você deve 1) pegar as crenças limitantes, 2) identificar os três componentes da crença (linguístico, experiência de referência, padrão cognitivo) e 3) trocar o Padrão de Convicção para o Padrão de Dúvida. Esse processo enfraquecerá neurologicamente a crença, fazendo com que sua intensidade diminua e/ou desapareça.

 

Fortalecendo crenças

Da mesma forma, para fortalecer ou instalar uma crença você deve 1) pegar as crenças empoderadoras que deseja reforçar ou instalar, 2) identificar os três componentes da crença (linguístico, experiência de referência, padrão cognitivo) e 3) trocar o Padrão de Dúvida para o Padrão de Convicção. Esse processo fortalecerá neurologicamente a crença, fazendo com que sua intensidade aumente fazendo com que sua realidade seja filtrada de forma diferente devido a mudança da percepção de acordo com a lente da nova crença.

Esse exercício exige repetição; é como uma academia: se fizer uma vez não alcança os resultados que deseja, mas se mantiver a constância por tempo suficiente, os resultados podem ser surpreendentes. Portanto, para perceber mudança faça esse exercício pelo menos 1x por dia, durante uma semana trabalhando um par de crenças por vez (fortalecendo uma crença empoderadora com o padrão de convicção e enfraquecendo uma crença limitante com o padrão de dúvida).

Algumas pessoas têm muita facilidade para acessar e identificar seus padrões de convicção e seus padrões de dúvida. Já outras, por falta de consciência e habilidade, têm um pouco mais de dificuldade. Isso é natural: não se frustre se não conseguir das primeiras vezes. Contudo, se você quiser identificar, descobrir e aprender a usar os seus padrões através de ajuda profissional e personalizada, de modo a ter condução e instrução no seu processo pessoal, basta entrar em contato comigo para combinarmos uma ou outra sessão de PNL com esse propósito específico; ou também se você quiser levar o workshop Desfaça suas crenças financeiras limitantes com PNL em seu negócio ou para sua equipe, basta entrar em contato com minha equipe para acertar os detalhes, ok!?

 

Se você gostou do episódio de hoje curta, comente e compartilhe nossas publicações do Dicas Curtas nas redes sociais. Ficou com alguma dúvida? Primeiro solicite seu ingresso no grupo do Investidor Inteligente no Facebook e, depois de aprovada sua entrada, poste sua pergunta o mais completa e clara possível, pois estarei à disposição para esclarecer todas elas.

 

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Ficamos por aqui e até a próxima semana com mais uma dica para a sua vida financeira!

 

Aqui é Phillip Souza, o Investidor Inteligente!

Investidor Inteligente do Dicas Curtas

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